A Primeira Epístola de Pedro demonstra que havia um grupo de igrejas espalhadas ao longo da costa sul do mar Negro e pelo interior (“Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”). Pelo teor da carta, pode-se deduzir que aquelas igrejas eram constituídas por comunidades mistas, com certa predominância de gentios sobre os judeus convertidos. Na sua constituição interna, tais igrejas não formavam uma instituição muito complexa em termos de organização. Tanto a supervisão como a responsabilidade de “alimentar o rebanho”, em cada um desses lugares, era exercida por presbíteros e anciãos (1 Pe 5.1-5).

No livro de Apocalipse surge um pouco mais de informações sobre as igrejas da Ásia Ocidental. Presume-se que tais igrejas teriam sido fundadas pelo menos em Alexandria e na Mesopotâmia, e talvez até mais para o Oriente, ainda no primeiro século.

Éfeso era a maior cidade da Ásia e o centro da administração romana daquela província. Recebeu o título de “Guardiã do Templo”, em referência ao famoso templo da deusa Ártemis (Diana).

Esmirna, localizada a uns 60 quilômetros de Éfeso, era uma das cidades mais prósperas da Ásia Menos e tomou o nome de Metrópole. Em Esmirna, os judeus constituíam uma comunidade numerosa e próspera, sendo esta a única cidade, das sete mencionadas pelos capítulos 2 e 3 do livro de Apocalipse, que ainda existe, conhecida atualmente como Izmir, na Turquia.

Pérgamo era uma cidade localizada a uns 70 quilômetros ao norte de Esmirna, e a uns 30 do mar. Tornou-se famosa por sua grande biblioteca (200.000 pergaminhos) e por seus monumentos religiosos. Pérgamo chegou a ser a capital da província da Ásia por volta do ano 241. Sobre ela foi dito: “Mais que qualquer outra cidade da Ásia, o seu visitante tinha a sensação de ser ela a sede da autoridade”.

Tiatira, situada a 65 quilômetros de Pérgamo, era a menor das sete cidades, às quais foram dirigidas as cartas do livro de Apocalipse. Era famosa por seu comércio e por sua indústria.

Sardes, situada a 53 quilômetros de Tiatira, chegou a ser a capital do reino da Lídia, mas entrou em decadência depois da conquista persa, até que o imperador romano Tibério a reconstruiu depois de um terremoto. Atualmente, onde Sardes estava localizada, só existe um pequeno povoado, ao lado das velhas ruínas da cidade.

Filadélfia, situada a 45 quilômetros de Sardes, era uma cidade de pequena população, localizada em um vale de muita fertilidade. Filadélfia foi destruída por um terremoto no ano de 17 d.C, juntamente com Sardes, e também foi reconstruída por Tibério. Filadélfia era famosa pelo número e grandiosidade de seus templos  e de suas festividades religiosas. Dentre todas as sete igrejas dos capítulos 2 e 3 do livro de Apocalipse, a de Filadélfia foi onde o cristianismo sobreviveu por mais tempo. Atualmente, a localidade onde ficava a cidade de Filadélfia é ocupada por uma aldeia turca. Allah Shehr, nome que significa “Cidade de Deus”.

Laodicéia, situada a 65 quilômetros de Fiadélfia, estava localizada à margem de um rio e ficava no entroncamento de três estradas que atravessavam a Ásia Menor, o que fez com que se tornasse um grande centro comercial e administrativo. Três fatos importantes são conhecidos sobre Laodicéia: era um centro bancário de fabulosas reservas financeiras;  as indústrias principais eram de tecidos e tapetes de lã; possuía também uma faculdade de medicina.

Trecho extraído do Livro: “A Igreja no Século XXI” de autoria de Valdemir Damião, págs. 166-167. Publicado pela CPAD.

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